Nessa guia você vai encontrar um passo a passo de como criar um blog profissional. Desde o planejamento até a entrada do primeiro centavo!

O segredo para um blog obter sucesso é o mesmo segredo de qualquer negócio – planejamento. Se você tiver uma estratégia para o seu blog desde o início, conhecendo suas possibilidades, oportunidades e seu público potencial, sabendo como montar uma estratégia de conteúdo, e como conseguir visibilidade, as chances dele se tornar um blog profissional e famoso aumentam bastante!

Quer saber mais?

Para começar, vamos esclarecer o termo profissional usado aqui. Um blog profissional, nesse caso, é um blog visto como uma referência no seu segmento e que apresenta lucro. Algo que possa se transformar em um canal de mídia, com consumidores de conteúdo e anunciantes. É isso que você encontra nesse guia: uma estratégia sobre como criar um blog e fazer dele um canal de mídia – um ponto de encontro para uma audiência específica e anunciantes interessados nela!

Blog Profissional não se confunde com Blog Corporativo. Ao Blog Corporativo cabe a representação de uma marca, de uma empresa. A estratégia de marketing usada nesses casos é bem diferente.

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Desde já aviso que, para conseguir um resultado interessante nessa empreitada, você vai precisar de uma dessas duas coisas: tempo e dinheiro. Quanto mais aplicar uma delas, menos vai precisar da outra. Tanto é possível começar essa aventura com praticamente nenhum custo, apenas dedicação de tempo, como também existe a possibilidade de terceirizar diversas funções e apenas gerenciá-las, o que custa dinheiro. Qual caminho escolher vai depender de você, do seu tempo e do seu bolso. Eu vou buscar deixar sempre claro aqui os extremos dessas duas opções, bem como o meio termo mais adequado.

Chega de blábláblá! Quer criar o seu blog? Veja como você pode conseguir isso logo abaixo.

 

Como criar um blog de sucesso

1º Passo – Descobrindo seu nicho

  • Os primeiros passos para começar um blog
  • Conceitos sobre audiência e nicho de mercado
  • Como escolher um tópico para o seu blog
  • Com identificar oportunidades de conteúdo para supri-la

 

3º Passo –  Seu primeiro post

  •  O que publicar no início do seu blog
  •  Como montar a base para uma estratégia de conteúdo
  •  Maneiras de organizar seu conteúdo
  •  Diferentes leitores e diferentes expectativas

 

5º Passo –  Produzindo conteúdo

  • O que é um conteúdo de qualidade
  • Como e por que variar seu conteúdo
  • Como usar concorrentes e visitantes para gerarem conteúdo
  • Produzir conteúdo pra fora

 

7º Passo –  Interatividade do usuário

  • O que um visitante pode fazer no seu blog
  • Convidando seus visitantes
  • Diferentes formas de interatividade
  • Até onde o seu blog pode chegar

 

9 – Gerando receita com o seu blog

  •  Os diferentes fluxos de receita
  •  Quanto vale o seu público
  •  Como enxergar a melhor alternativa pro seu blog
  •  Desenvolvendo seu Kit de Mídia

2º Passo – Esolhendo sua plataforma

  • As plataformas mais comuns para hospedar o seu blog
  • As diferenças entre hospedagem paga e gratuita
  • Informações técnicas, como o que é um domínio, servidor, etc
  • Como aumentar a experiência do usuário no seu blog

 

4º Passo –  O seu blog para os buscadores

  • O básico para se destacar nos buscadores
  • As vantagens em conseguir esse tipo de destaque
  • Como SEO cria portas de entrada para o seu blog

 

6º Passo – Design

  • Porque um bom design é importante
  • O que esperar do design do seu blog
  • O quanto investir em design
  • Produzir conteúdo pra fora

 

 

8º Passo – Conquistando seu espaço

  • Como ser notado na blogosfera
  • Ferramentas de divulgação: redes sociais, email, RSS e outras
  • O que fazer para se tornar uma referência
  • Dicas para criar uma marca de sucesso

 

 

10 – Mantendo o ritmo

  •  Como checar os resultados obtidos
  •  O momento de rever sua estratégia
  •  Porque ficar de olho nas novas tecnologias
  •  O que fazer para não estagnar

 #1 – Descobrindo seu nicho

Antes de qualquer coisa, tenha certeza de que você sabe o que é um nicho de mercado. Um grupo de pessoas com necessidades e interesses afins.

Assim que você compreender o conceito de nicho, deve trabalhar dentro de você a ideia de que você irá produzir algo para esse nicho específico. Parece óbvio, mas muitos começam seus blogs sem esse raciocínio. Se você pretende começar um blog profissional, dentro dos conceitos que conversamos antes, espero que você queira escrevê-lo para outras pessoas além de você. Não só isso, mas algo além do seu círculo de amigos – virtuais ou reais. Para criar um canal de mídia interessante – e é isso que seu blog vai ser – você vai precisar se comunicar com um grupo de pessoas que não te conhecem, mas compartilham afinidades com você. Afinidades essas, nesse caso, os temas tratados pelo seu blog.

Essas pessoas vão procurar o seu blog em busca de informações que pensem encontrar por lá. A estrutura do conteúdo presente no seu blog não vai estar tão clara pra elas como vai ficar pra você, pelo menos não em um primeiro instante. Muitas delas vão fazer o caminho inverso – procurar as informações em algum lugar para, só então, encontrarem o seu blog. Como isso afeta a maneira de escolher a dimensão do seu nicho?

nicho de mercado

Vamos supor que o seu assunto escolhido é música. Que tipo de música? Rock and Roll? MPB? Michel Teló e Tati Quebra Barraco? Cada segmento desse possui consumidores de informação bem específicos e, tentar agradar a todos eles provavelmente irá chateá-los mais do que entretê-los. Esse confronto de diferentes públicos pode tirar a sua credibilidade em relação a todos eles. É preciso ter muita cautela para entender até onde vai o seu nicho de mercado. Qual é o seu limite. E não se preocupe: iremos estudar algumas ferramentas pra você entender se o seu nicho é grande ou pequeno o suficiente. Uma audiência altamente qualificada não precisa de números de massa para se tornar uma comunidade interessante para anunciantes ou outras marcas. Você pode bem construir um blog bem específico e torná-lo um canal segmentado.

Suponhamos que você escolheu Rock and Roll. Você pretende falar do Rockabilly dos anos 50 e 60? Do Rock britânico dos Beatles e Rolling Stones? Punk Rock? Hard Rock? Rock Brasileiro? Uma distinção nesse nível talvez não seja mais tão essencial. Fãs do Chuck Berry que caíssem em sua página, não ficariam contrariados ou ofendidos com você ao encontrar um artigo sobre o Ramones ou do Barão Vermelho, por exemplo. Alguns mais radicais, sim, mas aí entra novamente a questão da segmentação do nicho. É com esses mais extremistas que você pretende dialogar com o seu blog?

E mesmo esses extremistas que talvez ficassem chocados com o ecletismo do seu blog, poderiam ser convertidos se, de acordo com a sua linguagem e comunicação, você traçasse uma linha do tempo, mostrando a evolução do Rock dos anos do Chuck Berry até os dias do Barão Vermelho. Enfim, sempre existem linhas tênues e maneiras a tratar o nicho escolhido por você para o seu blog. Pense no seu público em camadas e grupos que se interseccionam. Pensando dessa forma você consegue identificar melhor a quem você quer se dirigir, pra quem você vai escrever. O quão específico ou abrangente você quer ser.

O blog The Beatles SongWriting Academy analisa a teoria por trás das músicas dos Beatles. Essa página atrai pessoas que se interessam por teoria de música em diversos níveis, estudantes de música, músicos profissionais e beatlemaníacos. Essa intersecção com o público beatlemaníaco agrega muito valor, qualifica o público em torno de um movimento cultural, um gosto musical.

O Abstruse Goose é um site de humor e tirinhas em inglês que, embora tenha piadas e punchlines bem populares, tem bastante conteúdo voltado à comunidade científica – com charges fazendo graça com constelações, fórmulas matemáticas, etc.

Assim sendo, o primeiríssimo passo para você começar a escrever a sua página na internet é descobrir sobre o que você quer escrever. O seu tema! Qual assunto desperta mais interesse em você? Sobre o que você gosta de falar? Mais do que isso, sobre qual tema você tem bagagem suficiente para criar um conteúdo diferenciado, que atraia a atenção das pessoas, em uma mídia tão propensa a distrações como é a internet?

Você pode se fazer algumas perguntas para tentar encontrar um segmento que lhe interesse. Por exemplo?

  • Com o que você trabalha ou trabalhou nos últimos anos? Gostaria de fazer um blog técnico sobre suas atividades profissionais?
  • Quais são seus hobbies mais prazerosos? Gostaria de falar sobre eles?
  • Quais atividades ou áreas de conhecimento têm chamado sua atenção nos últimos tempos? Há algo novo que você vem aprendendo e gostaria de esmiuçar ainda mais?

O que você precisa ter em mente nesse momento é que, quanto mais o tópico de sua escolha estiver internalizado em você, menos pesquisa você precisará para criar um conteúdo original. Da mesma forma que, assuntos que você não domina, mas tem curiosidade para compreender, irão proporcionar uma pesquisa de informações interessante e divertida pra você. Você provavelmente tem isso de cor. Todo mundo sabe dizer o que lhe agrada e o que lhe desagrada quase que prontamente.

Faça uma lista de diversos assuntos sobre os quais você se interessa e se informa. Não se preocupe se você chegar a conclusões muito abrangentes, como política, entretenimento, ou muito específicas como moda masculina no sul do oriente médio. Usaremos algumas ferramentas e conceitos para encontrar o nicho ideal para o seu blog. Ele pode expandir um pouco ou ficar mais segmentado, de acordo com o seu tema principal.

Depois de montar essa lista com seus assuntos favoritos, crie uma lista com os blogs e sites que costuma visitar para se informar a respeito desses assuntos e procure algum nicho interessante ali. Se você descobrir um assunto que muita gente está escrevendo sobre, mas não da maneira que você gostaria de ler, saiba que esse é um ótimo candidato para ser o tópico do seu futuro blog. Pense no que você gostaria de ler nos seus blogs favoritos que eles não estão escrevendo – pelo menos não como você visualiza. Analise o tipo de conteúdo que eles produzem – o que você acha em excesso, o que você acha que falta. Como você reescreveria alguns dos artigos mais populares deles?

Garimpe na internet em busca de blogs parecidos com aqueles que você gosta e confronte seu conteúdo, sua interface, seu design. O que é melhor em um e pior no outro? Quais as semelhanças e as diferenças entre esses blogs pertencentes ao mesmo nicho? Pense nas camadas de público e veja quais intersecções existem entre o público desses blogs – elas são mais genéricas ou mais específicas? Onde você consegue achar brechas para preencher? Que tipo de conteúdo você pode trazer para esse cenário, que vai encontrar espaço entre as pessoas que, como você, leem esses blogs? Quanto mais cedo você começar a olhar para o seu blog dessa forma, como uma marca que vai falar com uma audiência, mais fácil vai ser para você planejar uma estratégia.

Nunca se esqueça – você está montando um blog para que pessoas o leiam. Se você pretende montar um site na internet para encher de conteúdo original que acha interessante, deixe o ego de lado e assuma essa posição. Você espera que pessoas o leiam, que gostem, que comentem, que façam parte. Você quer passar uma mensagem e quer ser ouvido. Não há nada de errado em tentar entender a cabeças das pessoas que você pensa que terão interesse na sua mensagem. Muito pelo contrário: faz todo o sentido e ajuda você a se conectar com seu público.

Os consumidores de informação na internet são bem atípicos, se comparados ao consumidores de outras mídias mais antigas, como rádio ou televisão. Eles interagem com a mensagem. Ao mesmo tempo em que tem um déficit de atenção muito maior, o comprometimento também aumenta: se forem agredidos ou desapontados, fazem questão de expor isso na internet, se gostarem do que veem, conseguem criar um fenômeno viral e espalhar qualquer coisa para milhões de pessoas, para nossa alegria!

 Case Viral – Para nossa alegria – Porque esse conteúdo se espalha nessa velocidade?

Qual resultado isso teria se feito em benefício de uma marca? Como se nota, hoje em dia você não precisa mais do que uma ideia, um site e uma câmera de celular para falar com milhões de pessoas.

Para ajudar você a visualizar o seu conteúdo, de uma maneira editorial, usando princípios de escrita jornalística e publicitária, pense em um nome e um lema, algo que funcionasse logo ao lado da sua marca, como se a explicasse em poucas palavras. Não se preocupe se as suas primeiras parecerem óbvias, batidas, ou sem graça. Apenas pratique esse exercício sem compromisso. Voltando ao nosso exemplo do Rock and Roll, nosso blog poderia ser um desses:

  • Rock2000 – O melhor do Rock século XXI
  • RockStarS – Biografias do mundo do Rock
  • Portal do Rock – A história do Rock and Roll
  • Rock the Clock – Viaje ao berço do Rock and Roll

Apesar de todos esses blogs estarem tratando o assunto Rock and Roll, cada um desses títulos gera uma expectativa no público e segmenta sua audiência. Pense nas pessoas que procuram informações sobre músicas do Século XXI e as que procuram sobre rock dos anos 50.

O que fazer: Crie uma lista de assuntos que são interessantes pra você. Assuntos sobre os quais você gosta de se informar, ou assuntos sobre os quais você tem algo a dizer. Qualquer lista que contenha de2 a10 temas é suficiente. Procure blogs interessantes sobre esses assuntos e tente identificar os pontos fracos e fortes de cada um deles. Foque nos pontos fortes e procure maneiras de se influenciar. Foque nos pontos fracos e procure lacunas para preencher.

Depois que você tiver escolhido um tema que interessante para começar o seu blog, é hora de verificar como é a demanda por informações a respeito desse nicho. Uma das melhores e mais práticas maneiras de conferir isso é verificar o que os grandes buscadores – mais precisamente o maior deles – tem a dizer sobre as buscas que se relacionam com esse segmento de mercado. Para fazer essa estimativa, vamos usar O Planejador de Palavras Chave do Google Adwords – caso não tenha uma conta, aconselho a fazer uma. Criando-se o login, acessando a tela do Planejador de Palavras Chave, tenha certeza de selecionar o idioma Português e o território Brasil para começar suas pesquisas. Procure por termos relacionados ao seu tema e veja a quantidade de buscas que cada um deles tem, para ter uma ideia do volume de pessoas procurando informações a respeito. Tenha em mente que essa ferramenta não é 100% precisa, apenas passa uma referência.

 

Qual plataforma escolher?

Você já descobriu o seu nicho, agora quer saber como operacionalizar o seu blog? Como botá-lo no ar, resolver a parte técnica por trás do seu funcionamento. Saiba que existem várias plataformas disponíveis na internet que facilitam o processo de criação e manutenção do blog em diversos aspectos – elas apresentam modelos de layout prontos ou com diferentes níveis de customização, funções para ajudar a produção de conteúdo, para expandir a interface do seu blog – enfim, existem sistemas para todos os tipos e gostos. E investimentos. Muitas oferecem o serviço gratuitamente, outras cobram pelos sistemas, outras ainda oferecem uma mistura disso tudo, com serviços gratuitos e outros que requerem algum dinheiro.

Para não ficar perdido, tenha certeza de estar familiarizado com termos técnicos como Domínio, Servidor, Widgets.

Podemos separar essas plataformas em dois grandes grupos: as que oferecem domínio e servidor próprios, e as que requerem um domínio e servidor por sua conta. As que hospedam o seu blog, o colocam como um subdomínio do sistema, dando a impressão de que o seu blog pertence a um site maior (ex. seusite.blogspot.com.br ouseusite.wordpress.com) – o que realmente acontece na prática. Porém, é possível para ambos os grupos, direcionar domínios próprios (ex. seusite.com.br, seusite.org, etc) para que o seu blog tenha um endereço e domínio exclusivos.

 

Vamos às plataformas que podem hospedar o seu blog:

 

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É o serviço de criação e hospedagem da Google. Com esse serviço e a sua conta Google você, em poucos minutos, pode criar um blog e sair espalhando conteúdo pela internet. Ele apresenta um número limitado de customizações – você possui uma gama de layouts para escolher, porém não pode desenvolver o seu ou utilizar algum tema de terceiros – e também um número limitado de Widgets para aumentar a interatividade das páginas do seu blog. Ele possui integração com outras ferramentas, como o Google Analytics, que serve para acompanhar o tráfego do seu site, com informações bem detalhadas. Você pode usar o Blogger no próprio domínio deles, fazendo com que o seu site tenha um endereço do tipo seusite.blogspot.com.br.

 

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O WordPress.com funciona da mesma forma que o Blogger – disponibiliza a interface para você manter um blog e atualizá-lo sem praticamente nenhum conhecimento técnico sobre programação, HTML, etc, para que você possa focar exclusivamente no conteúdo. Seu site, criado no WordPress.com, terá um endereço do tipo seusite.wordpress.com. O nível de customização é bem maior que o presente no Blogger, com uma maior opção de temas a serem escolhidos. Não deve ser confundido com o WordPress.org, que se trata praticamente da mesma ferramenta, porém utilizável apenas em servidores próprios. Falaremos dela mais tarde.

 

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Tumblr

O Tumblr é o caso claro de que, pra ser criativo e conseguir um público interessante, você não precisa reinventar a roda, apenas encontrar um nicho com uma demanda para ser suprida. O Tumblr funciona como um blogspot, mais bonito, ocm uma interface mais simples, e que acabou conquistando o público do design, das artes gráficas, enfim, um segmento específico dentro do grande número de consumidores de plataformas de blogs.

 

 


O fato de você colocar o seu blog em uma dessas plataformas, porém, não quer dizer que seu tráfego ou visibilidade serão comprometidos. O blog Classe Média Sofre é hospedade direto no Tumblr e recebe uma média de visitas de X por mês. É um site divertido, porém simples, que se baseia em imagens de conversas retiradas do Facebook, tornadas anônimas para não expor nenhum usuário, por onde o autor expressa seu ponto de vista sobre a classe média brasileira. Visitantes também podem enviar suas próprias imagens. Ou seja, para um layout interessante, que receba posts de visitantes de maneira simples, para abrigar imagens com pequenos trechos de texto, o Tumblr é uma ótima ferramenta.

Essas plataformas, embora sejam muito versáteis e ofereçam um bom número de opções para você dar a cara que você quer para o seu blog, ficam muito atrás das plataformas que você pode instalar em um servidor próprio. Como abrigam um grande volume de blogs de terceiros, acabam por limitar o volume de customização, devido ao espaço para arquivos que precisariam disponibilizar para cada usuário. Aparentemente, limitar as ferramentas para o usuário é mais fácil de explicar do que limitar o espaço disponível em seus servidores. Elas funcionam bem se o que você procura produzir é um blog com interatividade limitada, prático, que faça bom uso daquelas ferramentas oferecidas. Aliás, é comum que cada uma dessas plataformas tenha características específicas que lhes dêem destaque, como o Tumblr que busca facilitar o upload de qualquer conteúdo com um clique, monta sites mais simples com layout característico, ou o Wix, que cria uma estrutura de blog em HTML 5 ou Flash, pra você ter efeitos de animação mais facilmente.

 

Plataformas de hospedagem paga

Essas plataformas dão mais possibilidades aos seus usuários para expandir o seu blog aos limites da imaginação. Seu funcionamento não é nada mais complicado do que as plataformas expostas anteriormente, sendo a única complicação presente a questão de você precisar contratar um servidor e fazer o upload dos arquivos para trabalhar o seu site de lá. Hoje em dia, porém, vários servidores oferecem serviços como Simple Script, no qual você, de maneira muito simples e prática, instala todos os arquivos necessários para começar o seu blog. Uma vez instalada a plataforma, a interface é tão fácil quanto aos sistemas de hospedagem gratuita, com possibilidades muito maiores. Você pode instalar Widgets, que são códigos customizáveis, pré montados por desenvolvedores, que tem funções específicas, ou seja, você pode adicionar diversas funções para o seu blog apertando outros poucos botões, sem saber nada de programação. Você pode fazer o seu blog se conectar ao seu twitter, ao facebook, pode disponibilizar um ambiente fechado para usuários que se registrarem, pode criar um espaço de conteúdo Premium para visitantes que desejarem pagar por ele, enfim, o que você pensar em fazer com o seu Blog, alguém terá feito um Widget ou Plugin para que ele tenha essa função.

Se você pretende montar um blog que disponibilize artigos, vídeos, fotos, que tenha formulários para seus visitantes preencherem, que interaja de maneira mais livre com banco de dados, essas plataformas são fundamentais.

As mais conhecidas dessas plataformas são: WordPress.org, Drupal e Joomla.

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Pessoalmente, eu não tive muito contato com o Drupal. Testei o Joomla por alguns dias e não gostei da interface que ele apresenta para o usuário. Não tive paciência para aprender como mexer nele – ele exige um pouco de dedicação no início para você se familiarizar. O que se lê por aí em opiniões de usuários é que o Drupal tem um custo maior de implementação, como um aprendizado mais complicado e um número de desenvolvedores restritos. O Joomla seria um meio termo em potência, facilidade da interface, investimento de tempo e dinheiro e o WordPress.org a plataforma mais fácil pra começar o trabalho, mais barata, com mais conteúdo disponível de graça, porém para sites menores. Eu discordo dessa parte, pois temos exemplos de diversos sites complexos, com centenas de páginas, com interação social, completamente desenvolvidos por WordPress. Portanto, vou falar aqui apenas sobre o WordPress.org, que é o sistema que escolhi para trabalhar.

WordPress.org é a melhor coisa que já inventaram para um leigo publicar conteúdo na internet. Ponto! Ele está disponível em português, tem o maior número – disparado – de desenvolvedores de temas, plugins, widgets e tranqueirinhas afins, e permite que você faça basicamente o que quiser com o seu site usando apenas essa plataforma. Ele é gratuito – como muitos dos seus plugins – repleto de fóruns e informações na internet para tirar a dúvida de seus usuários, e é uma ferramenta muito fácil de dominar. As possibilidades que a plataforma WordPress.org oferece suprem as necessidades de empresas e empreendedores de todos os tipos e tamanhos. Todos os meus sites são construídos nessa plataforma e eu não tenho nenhum pudor em puxar a sardinha pra eles: o serviço que disponibilizam é sensacional e, a meu ver, é a melhor solução para alguém que queira criar um blog de sucesso.

 

Com o WordPress.org, de um jeito bem simples, você pode fazer coisas como:

  • Criar um fórum no seu blog, para aumentar a interatividade dos seus visitantes
  • Criar formulários que interajam com banco de dados, para seus visitantes preencherem
  • Conectar seu blog com praticamente qualquer outra rede social ou de blogs – twitter, tumblr, pinterest, blogger, posterous, scoop.it, etc…
  • Transformar seu blog em uma rede social
  • Otimizar a estrutura do seu site para que os buscadores encontrem seu conteúdo mais facilmente
  • Instalar um layout diferenciado
  • E muitas outras tarefas, das mais simples às mais avançadas.

A grande pergunta que você deve se fazer nesse ponto é: o que você espera do seu blog? O que ele vai ser quando for criado e onde você espera que ele chegue? No que você quer que ele se transforme? Se as respostas não estão claras no momento, mas você é uma pessoa curiosa que vai tentar explorar o máximo das possibilidades ao seu redor, familiarize-se com o WordPress.org. O WordPress tem um fórum, chamado Codex, onde você vai encontrar respostas para praticamente todas as perguntas que aparecerem no seu período de aprendizado.

O que fazer: tente visualizar tudo o que você quer ter no seu blog nesse momento. O que você quer que seus visitantes encontrem nele? O que espera que eles consigam fazer nele, em termos de interação? Imagine como será o conteúdo que você vai publicar – essencialmente texto, imagens, vídeos, podcasts, ou algo o mais variado possível? Você pretende colocar anúncios no seu blog? Como serão esses anúncios? Você quer que seu blog tenha uma barra de navegação na parte de baixo, que flutua por cima do conteúdo e pode ser recolhida da tela com um clique? Ou você prefere ter, na sua homepage, uma série com seus posts mais populares?

Navegue pelos seus blogs favoritos e tente descobrir em qual plataforma eles funcionam – geralmente você encontra essa informação no rodapé da página, como aqui no Blog-in Mídia. Veja que funções eles tem que você acha interessante e gostaria de acrescentar ao seu próprio blog. Eu chuto que a maioria deles devem usar o WordPress. Você me avisa aqui se eu estiver errado?